A
ovinocultura nos dias de hoje
A
raça Santa Inês
É uma raça nordestina, oriunda do estado da
Bahia, a Santa Inês é considerada como sendo
resultante de cruzamentos, seguidos por período
de seleção e evolução pela ausência de lã. Pelo
estudo dos ovinos existentes na região, seria
resultado da fusão dos patrimônios genéticos de
forma alterada e desordenada das raças mais
antigas do nordeste: Morada Nova (variedades
vermelha e branca), Bergamácio e em menor
escala, a Somalis.
As características apresentadas pelo Santa Inês
correspondem àqueles cruzamentos, já que
evidencia em seu porte, tipo de cabeça, orelhas
e vestígios de lã do Bergamácio e a condição de
deslanados do Morada Nova e pelagem de cor preta
da Somali.
A raça "Santa Inês" é apropriada para a produção
de carne. O deslanado tem mais de um cio por ano
três partos a cada dois anos.
Além disso, o seu paladar é mais tenro, o pique
de leite é de 75 dias, independente do peso do
animal.
No manejo comparativo gado/ovinos
Cada animal tem 45 quilos/vivo
Alugando a pastagem seria:
1 vaca = R$ 10,00/mês
1 carneiro = R$ 2,00/mês = R$ 24,00/ano
R$ 48,00/ano com reposição de matriz
Vacinas-sal-medicamentos = R$ 21,80
Total = R$ 69,00
Quilo para o produtor
R$ 2,50 x 45 quilos = R$ 112,80
Lucro = 62%
Preço animais para aquisição
- Matriz sem registro = R$ 250,00 a R$ 300,00
- Matriz com pedigree = R$ 800,00
- Reprodutor = R$ 2.500,00
A ovinocultura é uma das criações que vem se
destacando a cada dia e já se tornou mais uma
alternativa para o produtor rural.
Já se foi o tempo que se criava ovelhas apenas
para a produção de lã. Hoje o mercado mais
rentável é o da carne com seu consumo em
açougues, grandes restaurantes e churrascarias
como produto nobre, com isso os criadores
passaram a melhorar suas raças e tornar seu
negocio mais lucrativo, pois a produção ainda é
restrita. Todo o rebanho do Centro Oeste e mais
da metade do rebanho sudeste.
Nós importamos no ano de 2000, cerca de 900.000
cabeças de ovinos para o abate. Importamos do
Uruguai, da Argentina e Nova Zelândia,
principalmente.
Hoje a carne do ovino é uma carne que está sendo
procurada por varias capitais e grande cidades.
A necessidade de aumento de rebanho é
primordial, não só para a produção de carne como
também de peles. As peles dos ovinos deslanados
têm um grande valor comercial e tem uma
facilidade de exportação muito grande para a
Europa (calcados, bolsas, paletós, etc.)
Os ovinos com lã, criação principal no sul do
Brasil exportam peles para a Rússia e regiões
frias do mundo.
O mercado no momento é comprador tanto de carne
como de peles, existindo uma capacidade ociosa
em todos os matadouros, sendo assim a
necessidade de maiores investimentos no setor.
O consumo em Brasília/DF. É muito grande e nos
não temos como satisfazer esse consumo com a
produção interna, que está na faixa de 25
toneladas por mês, sendo encontrada nos grandes
supermercados e em alguns açougues.
Restaurantes com qualidade já oferecem em seu
cardápio carnes de ovinos.
E a qualquer momento podemos encontrar nos
supermercados um pernil de carneiro de 2,5 a 3,0
kg., costelas em bandejas.
Para começar uma criação, o produtor deve ter um
bom espaço (pastagens), dividi-los em vários
piquetes e um estábulo na área coberta,
bebedouros e cocheiras são indispensáveis, assim
como dar sal mineral aos animais, não só isso. O
que muitas vezes acontece e que muitas vezes
pode ser um desastre para a criação e desanimar
os criadores, è adquirir os animais sem antes
ter estruturas para recebe-los.
Conselhos de quem entende.
No momento de examinar os animais a serem
adquiridos é bom ter o auxílio de alguém já
experiente na criação de ovinos. Nas ovelhas è
interessante observar o seguinte:
· Estado de Saúde
· Idade (através de informações obtidas de
escrituração zootécnica ou através dos dentes)
· Úbere
· Características raciais no caso de animais
puros
· Informações reprodutivas se existirem
(intervalos entre partos, idade ao primeiro
parto)
· Peso e escore corporal
A relação macho: fêmea a serem utilizada na
época de reprodução pode variar em função da
idade dos animais, tamanho de piquetes, mas em
media trabalha-se com 35 fêmeas para um
reprodutor, portanto, se forem compradas 100
ovelhas vão serem necessárias 3 reprodutores.
Depois da aquisição dos animais eles devem ser
identificados através de brincos e/ou tatuagens.
Controlar os animais individualmente através de
escrituração zootécnica é fundamental em
qualquer criação organizada.
Na nova propriedade, os ovinos devem passar por
um período de constante observação em uma área
de quarentena para ver se nenhuma doença ira se
manifestar. È nesse período que exames de fezes
devem ser realizados, juntamente com os testes
de vermífugos. Um dos maiores problemas
enfrentados pela ovinocultura nos dias de hoje è
o uso indiscriminado de vermífugos e como
conseqüência a resistência dos vermes a
diferentes princípios ativos.
Com relação ao tamanho do rebanho, se o objetivo
da criação for apenas para o consumo próprio, ou
para manter a grama aparada, ou como animais de
estimação, não há necessidade de muitos ovinos,
mas para se esperar algum retorno econômico é
preciso atingir o numero mínimo de 300 matrizes
se a criação for para a produção de carne.
Ovino em categorias.
Cordeiro ou cordeiro mamão= è considerado
cordeiro, o ovino jovem (macho ou fêmea) no
nascimento ate a idade de 07 meses, na fase de
aleitamento, as melhores carcaças produzidas são
de cordeiros.
Borrego: é o ovino macho, dos 07 meses de idade
ate que se torne apto para reproduzir (12 a 18
meses).
Borrega: é a ovina fêmea dos 07 meses de idade
ate o primeiro parto (12-24 meses)
Carneiro: após se tornar apto para a reprodução,
o borrego e chamado de carneiro ou reprodutor. A
vida útil de um carneiro é de 06 anos. Neste
tempo, o animal apresenta semem de boa qualidade
e libido. Entretanto, dificilmente um reprodutor
permanece por mais de dois anos em uma
propriedade, este pouco tempo de permanência no
rebanho, e para evitar que o reprodutor
fertilize a suas filhas e para não vende-lo com
uma idade muita avançada, o que diminuiria ra o
seu valor.
DICAS
Os vermes da época da seca ou do inverno estão
em maior número dentro do organismo animal?
Este fato proporciona a grande oportunidade de
combate-los com os vermífugos especialmente
nesta época do ano. Estudo da EMBRAPA para a
Agropecuária brasileira indicam os meses de seca
ou de inverno como os mais apropriados para o
controle estratégico da verminose.
As moscas-dos-chifres afugentadas pelo efeito
repelente dos produtos, se não encontrarem outro
rebanho bovino por perto, se desorientam e
possivelmente morrem em poucas horas? Elas não
podem ficar muito tempo sem o sangue que, a
curtos intervalos espoliam dos animais.
Cada grupo de 50 carrapatos parasitando um
rebanho de corte de 1000 bovinos com infestações
sucessivas durante um ano, podem provocar perda
de peso de até 40 toneladas aproximadamente? Em
vacas leiteiras nas mesmas condições, a quebra
no leite pode chegar a 50%.
O maior prejuízo que o berne causa ao bovino
reside na grande irritação e dor.
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