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Doenças mais Freqüentes
FEBRE AFTOSA
MAIO É MÊS DA VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA.
Vacine todo seu rebanho. Não vacile! O
vírus da febre aftosa não tem
nacionalidade e não respeita fronteiras.
A única arma de que dispomos é a vacina.
Se bem conservada e aplicada, no local
correto, com apenas 5ml na tábua do
pescoço, seu gado estará livre da febre
aftosa por 6 meses.
PICORNAVÍRUS
CARACTERÍSTICAS E PROPRIEDADES
Os picornavírus representam uma imensa
família de vírus com relação ao número
de membros, mas é uma das menores em
relação ao tamanho dos vírions. Esta
família engloba 2 grupos principais: os
enterovírus e os rinovírus.
Muitos picornavírus provocam doenças em
seres humanos, como a paralisia
(incompleta e reversível), hepatite,
lesões cutâneas, doenças respiratória,
conjuntivite, etc.
Os enterovírus de origem humana incluem
os seguintes tipos: poliovírus (3 tipos
– poliomielite), vírus Coxsackie A (23
tipos – meningite), vírus Coxsackie B (6
tipos – meningite), vírus echo (34 tipos
– diarréia). Enterovírus também são
encontrados em muitos animais, inclusive
em gado bovino, suínos e camundongos,
causando, por exemplo, febre aftosa. Os
rinovírus humanos incluem mais de cem
tipos antigênicos, incluindo o resfriado
comum. Incluem ainda como hospedeiros os
equinos e os bovinos.
Os enterovírus são habitantes
temporários do trato alimentar humano e
podem ser isolados da garganta ou das
porções baixas do intestino. Por outro
lado, os rinovírus são isolados
sobretudo em material da garganta e do
nariz.
O vírion dos enterovírus e dos rinovírus
consiste em um capsídeo com 60
subunidades, cada qual com quatro
proteínas (VP1 a VP4) dispostas em
simetria icosaédrica em torno de um
genoma constituído por um filamento
único de RNA de sentido positivo. As
três maiores proteínas virais (VP1-VP3)
estão envolvidas com neutralização de
infecção viral. Os enterovírus são
estáveis em pH ácido durante uma a três
horas, porém são termolábeis. Os
rinovírus são termoresistentes e
acido-lábeis. No quadro um encontramos
propriedades importantes dos
picornavírus.
Quadro 1
Vírion: Icosaédrico (lhe confere
estabilidade), cerca de 27 nm de
diâmetro, contém 60 subunidades;
Composição: 30% RNA e 70% proteína;
Genoma: RNA de filamento único, linear,
de sentido positivo (funciona como
RNA-m), infectante;
Proteínas: Proteínas superficiais VP1 e
VP3 são os principais locais de ligação
de anticorpo. A VP4 está associada com
RNA viral;
Envoltório: Nenhum;
Características notáveis: A família é
constituída por muitos membros que
infectam seres humanos e animais,
provocando várias doenças.
FEBRE AFTOSA (AFTOVÍRUS DO GADO)
CONCEITUAÇÃO E HISTÓRICO
A febre aftosa é uma doença de animais,
aguda e contagiosa, também chamada
aftosa. É conhecida desde 1514, quando
foi descrita pela primeira vez com um
surto ocorrido na Itália. No Brasil foi
constatada pela primeira vez em 1896 em
MG. Dentre as várias espécies sensíveis,
as mais atingidas são a bovina e a
suína, mas também ovinos e caprinos,
além de vários animais selvagens. Nos
equídeos ocorre uma doença com
sintomatologia idêntica: trata-se da
aftosa dos cavalos. É endêmica no México
e Canadá e rara nos EUA.
SINAIS CLÍNICOS
No homem, se caracteriza por febre,
salivação e vesiculação das muscosas da
orofaringe e da pele nas regiões
palmares e plantares, e dos dedos das
mãos e dos pés. Nos animais,
caracteriza-se por estado febril
inicial, seguido por erupção vesicular,
que se localiza nas membranas mucosas e
na pele, particularmente na cavidade
bucal, tetas e espaço interdigital.
Na camada epitelial da língua, o vírus
provoca aparecimento de um ou várias
vesículas (aftas). Das vesículas, o
vírus passa para o sangue, provocando
viremia, que se caracteriza por
acentuada elevação de temperatura. O
sangue distribui o vírus por todo o
organismo, localizando-se
preferencialmente no epitélio das
mucosas e da pele, onde aparecem as
vesículas secundárias. A mucosa da
cavidade bucal, a língua, as tetas e o
tecido interdigital são os pontos de
eleição do vírus. O período de incubação
(estado oculto) varia de 2 a 7 dias. Nas
figuras A, B, C, D e E observamos os
sintomas.
O AGENTE CAUSADOR E FATORES QUE O
INATIVAM
A aftosa é causada por um enterovírus,
como foi demonstrado em 1897, um dos
menores que se conhece, medindo 23nm,
sendo ácido-lábil. Existem pelo menos 7
tipos: O, A, C, SAT1, SAT2, SAT3 e Ásia1,
sendo os 3 primeiros clássicos com
ocorrência no Brasil, e os outros
exóticos. Ainda existem mais de 50
subtipos (ocorrência rara).
Os principais fatores para conservação
ou destruição do vírus aftoso são:
dessecação, temperatura e pH. Este
vírus, a 37°C resiste de 4 a 5 dias. A
55°C é destruido de 15 a 40 minutos e a
100°C, morre instantaneamente. Em pH
ácido, é destruído rapidamente. O pH
ideal está entre 7 e 7,5.
TRANSMISSÃO
Esta doença pode ser transmitida ao
homem por contato ou ingestão. Os
animais adquirem a doença, via de regra,
por contato com a saliva dos doentes,
que contamina a água e as forragens. De
grande importância também são os animais
portadores, que continuam eliminando o
vírus ativo por um período que varia de
acordo com a espécie. A aftosa pode ser
transmitida ainda pelos ordenhadores e
pessoas que cuidam de animais doentes e
sadios.
CONSEQÜÊNCIAS DA AFTOSA
As seqüelas deixadas são de gravidade
variável e contribuem para diminuir
consideravelmente o valor econômico dos
animais. O vírus pode lesar o músculo
cardíaco resultando em redução da
capacidade de trabalho. As lesões de
úbere provocam redução ou parada da
produção láctea, além de se tornarem
maus produtores de carne. Como
conseqüência das lesões do casco pode
surgir um processo supurativo que atinge
as articulações mais próximas, fazendo
com que o animal pise com mais
dificuldade.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico clínico baseia-se no
aparecimento de uma infecção febril, que
atinge vários animais ao mesmo tempo,
disseminando-se rapidamente no rebanho,
acompanhado de lesões vesiculares na
cavidade bucal, teta e espaços
interdigitais. O diagnóstico
laboratorial é feito a partir de coleta
do epitélio lingual ou dos pés.
PROFILAXIA
Os métodos de controle da doença são
ditados pela sua elevada contagiosidade
e pela resistência do vírus à
inativação. No Brasil o método mais
eficiente é a vacinação sistêmica das
espécies a cada 4 meses e alguns
cuidados devem ser tomados, como limpeza
regular e ventilação dos estábulos,
alimentos de fácil mastigação, limpeza
bucal com soluções adstringentes e
anti-sépticos (água com limão ou
vinagre), as ulcerações do casco devem
ser tratadas e desinfetadas. Nos EUA,
todos os animais expostos são
sacrificados e suas carcaças destruídas.
Uma quarentena rigorosa é estabelecida,
e a área não é considerada segura até
que todos os animais suscetíveis não
apresentem sintomas durante 30 dias.
Outro método é a quarentena do rebanho e
a vacinação de todos os animais não
afetados. Outras nações proibem a
importação de material potencialmente
infectante, como carne fresca, e a
doença foi eliminada em tais regiões.
Mesmo assim, aves migratórias podem
desempenhar o papel de carreadores do
vírus. Deve-se proteger o rebanho cerca
de dois a três meses antes do
aparecimento presumível do surto
epizoótico (surto que ataca mesmos
animais), procedendo-se à inoculação da
vacina em animais acima de três meses. A
imunidade se estabelece cerca de 14 dias
após a vacinação, período em que eles
devem ser poupados de qualquer esforço.
A duração da imunidade é de 4 a 6 meses.
IMUNIDADE E VACINAS
A imunidade após a infecção é
satisfatória, porém passageira. A doença
pode ocorrer no mesmo rebanho mais de
uma vez por ano, em virtude da infecção
por tipos ou subtipos diferentes.
As vacinas tratadas por formol foram
preparadas por vírus cultivados em
cultura no tecido da língua dos bovinos.
Elas não produzem imunidade duradoura
sendo necessárias inoculações frequentes
de reforço. A vacina consagrada com
maior experiência no campo é a de
Schmidt-Waldmann, preparada com vírus
proveniente da língua de bovinos,
inativado pelo formol.
GARROTILHO
Com a chegada do inverno, começa também
os problemas respiratórios; dentre eles
o que mais acomete os eqüinos é o
"Garrotilho" ou gripe eqüina.
A perda de peso falta de apetite,
secreção nasal purulenta e febre
constante são alguns dos sintomas dessa
doença que alem de debilitar os animais,
ainda abrem espaço para outros problemas
como a Pneumonia e DPOC (Doença Pulmonar
Obstrutiva Crônica).
Sendo o Garrotilho altamente contagioso
devemos tomar algumas medidas de
desinfecção e isolamento no lugar dos
animais contaminados; assim como o
tratamento imediato dos animais que já
apresentam sintomas.
Como precaução existe a vacina contra o
garrotilho deve ser aplicada antes da
chegada do inverno.
Portanto olho aberto a qualquer sintoma
do garrotilho procure sempre um Médico
Veterinário.
Dr. Renato Martins Boiani
Mundo Animal
Policlínica Veterinária
Tel. (0xx17) 3322-1982 - Cel. 9708-4868
Av. 27 nº 1167 - (26 e 28) - Barretos-SP
O que é Brucelose ?
É uma zoonose que é transmitida ao homem
pelo ingestão de carne, leite e seus
derivados contaminados ou pelo contato
direto com animais doentes.
Os animais domésticos mais afetados pela
doença são os bovinos, suínos e
caprinos.
É uma doença difundida em quase todos os
continentes especialmente na Rússia,
México, países europeus e
norte-africanos banhados pelo
Mediterrâneo, e também na América do
Sul.
Ocorre sob formas de casos esporádicos
ou de surtos epidêmicos entre os
consumidores de leite e de laticínios
sem a devida pasteurização, provenientes
de animais infectados.
É considerada pela Saúde Pública como
doença ocupacional, estando mais
expostos os profissionais que trabalham
com os animais.
Nos animais a doença causa
emagrecimento, abortos, infertilidade e
a diminuição da secreção láctea dos
animais infectados.
A brucelose constitui um sério problema
de Saúde Pública e Veterinária no
Brasil, particularmente também pelas
perdas econômicas que acarreta.
Sinonímia
É uma doença também conhecida pelos
seguintes nomes:
· Febre de Malta.
· Febre de Gilbratar.
· Febre intermitente do Mediterrâneo.
· Febre Ondulante.
Agente etiológico
Brucella abortus, Brucella melitensis e
a Brucella suis; as espécies de brucelas
que desempenham papel etiológico na
brucelose humana; as brucelas se
apresentam como um bastonete pequeno ou
em formas coccóides; Gram-negativas;
aeróbicas; móveis e sem cápsula;
relativamente resistentes às condições
naturais sendo destruídas por
temperatura acima de 55ºC ou pela luz
solar quando incide diretamente sobre
elas.
Podem permanecer vivas no solo por 60
dias, na água estéril por 40 dias, na
carne congelada ou salgada por 40 dias,
no creme de leite por 27 dias e por mais
de 90 dias em queijo fabricado com leite
não pasteurizado.
Incidência
· Ocorre mais entre indivíduos adultos
do sexo masculino.
· A maioria dos casos ocorre na zona
rural.
· 2/3 dos casos de brucelose humana
ocorre por transmissão direta.
· A taxa de letalidade é de 2%
aproximadamente, principalmente quando a
Brucella melitensis é o agente causal.
Fonte de infecção
Os tecidos, a urina, o sangue, o leite,
a placenta, secreção vaginal,
excrementos e os fetos provenientes de
animais infectados.
Reservatório
Gado bovino, suíno, ovino, equino e
caprino.
Via de entrada
A via de entrada principal para a
penetração da bactéria é pela mucosa
bucofaringeana.
Período de incubação
É varíavel e difícil de determinar,
sendo que a média oscila de 5 a 21 dias,
podendo prolongar-se até por alguns
meses.
Período de duração
O período é variável e o processo
mórbido pode persistir por vários dias,
meses e em alguns casos chega a anos.
Transmissão
· Direta: ocorre quando existe um
contato direto com o animal doente, seus
tecidos, suas secreções ou excreções.
Essa transmissão é a mais comum na zona
rural podendo ocorrer o contágio pela
pele mesmo íntegra, mucosa digestiva,
mucosa respiratória e conjuntiva.
· Indireta: ocorre pelo consumo de leite
cru e seus derivados, carnes com pouco
cozimento, subprodutos de carne,
chouriços, salames e enlatados
preparados com carne de animais
infectados.
· Existem casos de transmissão via
transplacentária e por amamentação.
· Existem também casos raros de
transmissão via vaginal pela
contaminação de recém-nascidos no canal
do parto.
· A transmissão da brucelose ocorre mais
pelo contato com o animal infectado do
que pela ingestão de leite e seus
derivados oriundos de animal doente,
isso se deve pela pasteurização
obrigatória do leite para consumo
humano.
· Pode ocorrer também a transmissão
entre os animais mantidos em currais,
estábulos, laboratórios e matadouros.
Grupo de risco
· lavradores;
· ordenhadores;
· veterinários;
· magarefes (açougueiros);
· fazendeiros;
· empregados de fazenda.
Sinais e sintomas
Na forma aguda a doença se instala
súbitamente e com um estado febril,
enquanto na forma crônica se instala
mais lentamente e o infectado geralmente
não tem febre.
Forma Aguda
· febre elevada chegando até 40º quase
sempre no período de fim de tarde;
· calafrios;
· sudorese principalmente á noite com um
odor característico de palha azeda;
· inapetência;
· palidez;
· mal-estar geral;
· astenia aguda;
· mialgias;
· artralgias;
· ostealgias;
· cefaléia;
· linfadenopatia;
· impotência sexual em alguns casos;
· emagrecimento.
Obs: A forma aguda é caracterizada pelo
acessos de febre que evoluem como ondas,
por isso, o nome de febre ondulante.
Essas ondulações tem a duração de
algumas semanas a alguns meses, sendo
que cada acesso da febre dura entre 8 a
15 dias. A fase de apirexia dura 2 a 4
dias. O período de incubação na forma
aguda pode oscilar de algumas semanas a
vários meses.
Forma Crônica
· adinamia;
· inapetencia;
· palidez;
· debilidade;
· emagrecimento;
· manifestações alérgicas: asma,
urticária, prurido, cólon irritável;
· cefaléia intensa;
· anemia;
· hipotensão arterial;
· apatia;
· hipoacusia;
· dismenorréia;
· sensibilidade ao frio;
· hipersensibilidade das mamas e dos
tésticulos;
· tremores;
· insônia noturna;
· sintomas neuropsiquiátricos:
depressão, ansiedade, insônia,
labilidade emocional, perda de memória.
Obs: A brucelose é uma doença com um
número variado de manifestações e
sintomas clínicos que afetam vários
orgãos entre eles podemos destacar:
· no fígado: hepatite, hepatomegalia,
icterícia;
· no aparelho digestivo: estomatite que
se exterioriza sob a forma de ulcerações
irregulares e dolorosas, dispepsia,
dores abdominais;
· na pele: espinhas, máculas, pápulas,
pústulas, vesículas, crostas ulcerosas;
· nos pulmões: bronquites,
bronquectasias, hemoptises, abcessos
pulmonares, pleurisias, nódulos
pulmonares;
· no sistema nervoso: mielite,
encefalite, meningite, confusão mental,
paresias, irritabilidade, radiculite,
neurite;
· no coração: miocardite, pericardite e
endocardite;
· nos olhos: iridociclite e uveíte;
· alterações ósseas e articulares.
Diagnóstico
· anamnese;
· exame físico;
· exame clínico;
· exames laboratoriais;
· exame intradérmico.
A forma aguda da brucelose é de fácil
diagnóstico quando a febre que é a
característica principal da doença vem
na forma ondulante. Na forma crônica o
diagnóstico é confirmado por exames
laboratoriais por causa da grande
variedade e duração dos sintomas que
desaparecem por algum tempo e depois
reaparecem de forma mais intensa.
Diagnóstico diferencial (para não ser
confundida com as seguintes doenças com
sintomas semelhantes)
· Tuberculose.
· Blastomicose sul-americana.
· Doença de Hodgkin.
· Malária.
· Doença de Chagas (fase aguda).
· Influenza.
· Toxoplasmose adquirida.
· Leishmaniose Visceral Calazar.
· Mononucleose infecciosa.
· Doença reumática.
· Febre Tifóide.
· Infecções das vias áreas superiores.
· Pode ser confundida com psiconeuroses,
e com estados de ansiedade e esgotamento
nervoso.
Tratamento
· Específico: existe tratamento
medicamentoso através da
antibiocoterapia com resultados
excelentes.
· Repouso no leito durante o período
agudo e febril é indicado.
· Tratamento cirúrgico para drenagem de
focos supurativos em alguns casos é
necessário.
· Tratamento psicoterápico sob
prescrição médica, caso seja necessário.
· No caso de brucelose crônica, o
tratamento indicado é voltado conforme a
origem das manifestações clínicas e suas
intercorr|ências.
Complicações
· Espondilite.
· Lesões articulares.
· Meningite.
· Encefalite.
· Neurites periféricas.
· Artrites supurativas.
· Endocardites vegetativas.
· Lesões dermatológicas: máculas,
pápulas, vesículas, pústulas, lesões
ulcerosas púrpuricas e eczematosas.
Profilaxia
Medidas Veterinárias
· Notificação de casos de brucelose no
rebanho às Autoridades Veterinárias e
Sanitárias competentes;
· vacinação dos animais entre 4 e 6
meses;
· identificação dos animais infectados,
que devem ser isolados;
· sacrificio dos animais contaminados;
· desinfecção de locais contaminados;
· destruição de todo material infectado
dos animais;
· os animais importados devem estar em
dias com a vacinação para poderem entrar
no país, se possível devem passar por um
período de quarentena.
Medidas Gerais
· obrigatoriedade da pasteurização do
leite;
· fervura do leite;
· evitar ingerir derivados do leite cru;
· evitar ingerir carne sem estar
devidamente cozida;
· evitar ingerir subprodutos de carne
não cozidos.
· campanhas educativas para a população.
Medidas Individuais
· usar luvas de borracha longas que
protejam braço e o antebraço;
· usar botas longas;
· usar aventais impermeáveis;
· usar roupas especiais que evite o
contato com o sangue, tecidos e
secreções dos animais;
· lavagem rigorosa das mãos e braços com
água e sabão após o serviço;
· se possível usar solução anti-séptica
nas mãos e braços.
Brucelose nos animais
Apenas para uma melhor complementação e
informação:
· Nos animais o sintoma principal é o
aborto, à exceção dos equínos.
· bovinos: o aborto, nascimento
prematuro ou nascimento a termo porém de
animais mortos ou doentes. O aborto
acontece por volta do sétimo mês de
gestação, às vezes com retenção de
placenta e, em consequência, com
aparecimento de metrite que pode causar
uma infertilidade permanente. No touro,
as brucelas podem localizar-se nos
testículos e glândulas genitais anexas,
provocando a diminuição do apetite
sexual e infertilidade.
· suínos: ocorre abortos seguidos de
infertilidade, nascimentos de filhotes
fracos, orquite, epidimite e artrite.
· caprinos: o aborto é o sinal mais
importante ocorrendo no terceiro ou
quarto mês de gestação. nas cabras são
comuns as mastites brucélicas. Elas se
manifestam pela presença de coágulos no
leite como também pequenos nódulos nas
glândulas mamárias.
· ovinos: os ovinos são mais resistente
as brucelas, como também os abortos são
menos frequentes. A epidimite e as
manifestações consistem em lesões dos
órgãos genitais, causando esterilidade
em diferentes graus.
· equinos: a doença é chamada de "mal de
cernelha" e se manifesta em forma de uma
bursite fistulosa. Os abortos são
raríssimos porque a espécie é bastante
resistente à brucelose.
· caninos: ocorre casos esporádicos da
doença, devido a ingestão de materiais
contaminados, especialmente fetos e
membranas contaminados. A forma
subclínica é comum, mas às vezes ocorre
manifestações de febre, orquite, artrite
prostatite, linfadenite eo aborto ocorre
aproximadamente aos 50 dias de gestação.
A transmissão se dá tanto por via oral
como por via venérea. Existem casos
comprovados de brucelose humana causa
pelos caninos em pessoal de laboratório,
tratadores de canis e em famílias com
animais infectados.
· felinos: não se conhecem casos de
brucelose nessa espécie.
Vacinação Contra
Brucelose.
A campanha
estadual de vacinação de rebanho bovino
contra a brucelose está em andamento,
sendo obrigatória a imunização de todas
as fêmeas entre 3 e 8 meses de idade. O
Escritório de Defesa Agropecuária de
Barretos informou que no município são
27 criadores cadastrados. Já na região
são 132 criadores.
BIBLIOGRAFIA
Microbiologia Médica Jawetz, Ernest –
Guanabara Koogan, 18ª ediçao;
Biologia Celular e Molecular Junqueira,
L.C. e Carneiro, J. - Guanabara Koogan,
5ª edição
Bacteriologia e Imunologia Bier, Otto –
Editora Melhoramentos, 14ª edição
Clínica de Doenças Tropicais e
Infecciosas Meira, Domingos Alves –
Editora Interlivros, 1ª edição
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