
COGUMELO
Reza a lenda que os cogumelos foram um dos primeiros alimentos colhidos pelos povos pré-históricos. O seu cultivo, no entanto, só teve início na antiguidade. Os egípcios cultivavam para servi-los de iguarias aos faraós, os romanos e os gregos serviam como alimento principal em suas famosas orgias. "Apesar de não haver um estudo específico sobre o assunto no Brasil, sabe-se que os cogumelos silvestres são colhidos in natura em todo o mundo há séculos. Na china, por exemplo, foram encontrados restos de cultivos em toras, datados de 1500 a 2000 anos, provavelmente de Shiitake", conta o biólogo Ricardo Sampaio Fernandes, produtor de Shiitake, Shimeji e Corncello, em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Já durante o Império Romano, as primeiras espécies cultivadas foram as Polyporus tuberoster (pedra Fungaie) e Polyporus corylinus, encontradas nas lenhas de alveleiras e eucaliptos. Naquele tempo, foi descoberto, na Itália, a pedra fungaie, onde era produzido o cogumelo. Segundo a obra O Moderno Cultivo de Cogumelos, de Oscar Molena, essa pedra era composta de um aglomerado de humo, folha, galho e rocha calcárea. Essa massa compacta era transportada para a residência dos patrícios, colocada em ambiente úmido e irrigada diariamente até a época da colheita.
O cultivo de cogumelos chegou na França séculos depois, durante o reinado de Luís XIV (1638-1715). Os fazendeiros costumavam planta-los ao redor de Paris. Por isso, Champignon de Paris. Mas só a partir de 1707, o cultivador Freucwmau Toumwefort desenvolveu uma técnica que utiliza esterco de cavalo fermentado para inocular o micélio. A produção, porém, era prejudicada pelo aparecimento de doenças, provocadas por outros fungos e microorganismos competidores.
Em 1983, J. Cosntantino iniciou a produção de micélio puro a partir da multiplicação do tecido em condições totalmente assépticas. Assim, o micélio passou a ser produzidos em ambiente esterilizado. Somente 12 anos depois, essa técnica começou a ser difundida pelo Instituto Pasteur, de Paris.
Por meio dela, os franceses se tornaram os maiores produtores mundiais até 1940, quando perderam a hegemonia para os Estados Unidos.
Logo depois, o cultivo de cogumelo também chegou ao Brasil.
Segundo a literatura nacional, os primeiros cultivos foram introduzidos pelos chineses nos ano 50, na região de Mogi das Cruzes (SP) e pelo italiano Oscar Molena, em Atibaia (SP). "O Molena foi o pioneiro no país, iniciando com o cultivo do Champignon de Paris", lembra o zootecnista Carlos Abe, produtor e exportador de Shiitake e Agaricus Blazei, da Fazenda Guirra, em São José dos Campos, em São Paulo. O primeiro cultivo em escala comercial ocorreu em 1952, na Fazenda São José, em Cabreúva (SP). Em 1990, o consumo e o cultivo se intensificou, seguindo a tendência mundial. O preço alto, no entanto, fez com que, durante muito tempo, o cogumelo fosse considerado um alimento exótico e sofisticado.
Hoje os cogumelos são ingredientes dos mais variados pratos, como sopas, refogados, assados, cozidos e até pizzas. O Champignon de Paris, a primeira espécie cultivada no Brasil, reinou soberano nas mesas brasileiras até dez anos atrás, quando os chefs europeus trouxeram outras variedades, como o Shiitake, o Shimeji e o Hiritake. O Shiitake detém ol segundo lugar em consumo no mundo, sendo sobrepujado somente pelo Champignon de Paris. No Brasil, ele é muito apreciado pelas colônias asiáticas e japonesas, que o consideram o alimento da longevidade e o usam como ingrediente de pratos oferecidos em alguns rituais, como aniversários e casamentos. O Shimeji, nome popular dos cogumelos de chão úmido, é muito usado na culinária japonesa. Já o Hiratake, conhecido popularmente por 'orelha-de-pau' pelas donas de casa brasileiras, devido ao seu formato, também caiu no gosto dos consumidores brasileiros. O sabor refinado, maior variedade e a queda no preço colaboraram para o aumento do consumo. Infelizmente a produção no Brasil não é auto-suficiente e ainda tem de competir no mercado interno com os importados para suprir a demanda. "Apesar de o cultivo ter crescido bastante, é de forma inadequada e por pequenos produtores. O consumo ainda é muito maior que a produção nacional. "Importamos apenas cogumelo secos e em conserva. Os frescos ficam mesmo com a produção, que é muito menor que a procura", enfatiza Ricardo Sampaio. A produção de cogumelos, no entanto, tem despertado um interesse cada vez maior devido a diversos fatores. O principal, sem dúvida, é que o cultivo exige pequenas áreas e, como o cogumelo tem um ciclo de vida curto, garante constantes safras, desde que haja um planejamento certo para se produzir em cada estação do ano.
Outro aspecto relacionado ao aproveitamento integral de resíduos orgânicos e florestais como substrato para o cultivo. Cem quilos de palha de capim, de trigo ou de arroz e uma tonelada de bagaço de cana úmido (30% de água), por exemplo, resultam em 10% de cogumelos. Sob o ponto de vista nutricional, os cogumelos também merecem destaque, pois constituem boa fonte alimentar. "Eles têm bastante gordura, mas possuem poucas calorias, além de serem ricos em minerais, proteínas, vitaminas e aminoácidos. Seu alto teor de ácido glutâmico auxilia no equilíbrio do sistema imunológico", avalia a nutricionista Elizabeth Torres, da Universidade de São Paulo.
O auto conteúdo protéico dos cogumelos, inclusive, tem sido apontado como uma alternativa para incrementar a oferta de proteínas às populações de países em desenvolvimento e com alto índice de desnutrição. Pesquisas apontam que 200g de cogumelos secos são suficientes para o balanço nutricional de um ser humano normal de 70 kg.
Valores
Nutritivos do Cogumelo
Os cogumelos constituem um alimento essencialmente constituído por água (80-90%), ricos em proteínas e baixo valor calórico (30 cal por 100g de matéria seca). Alem disso, são ricos em vitaminas (B1 e C), riboflavina, niacina e biotina, aminoácidos essenciais e sais minerais (sódio, potássio e fósforo). Essa composição varia com a técnica cultural. Em termos comparativos, o valor nutritivo dos cogumelos pode ser comparável ao do leite e da carne, sendo significativamente mais nutritivos que a maioria dos legumes. Compare você mesmo (a quantidade é calculada para 100g de produto, 100% fresco):
|
Água
|
Calorias
|
Proteínas
|
Carboidratos
|
Gorduras
|
|
Cogumelos
|
90-98
|
28
|
2,8-4,8
|
4,40,
3
|
|
Ovos
|
74
|
163
|
12,9
|
9,0
11,5
|
|
Leite
|
87
|
65
|
3,5
|
4,9
3,5
|
|
Cenoura
|
88
|
42
|
1,1
|
9,7
|
|
Fonte:
www.vidaplena.com.br
|
O
REINO DOS FUNGOS
Os
cogumelos desempenham um importante papel na
natureza, sendo um dos principais
decompositores de matéria orgânica. Por
isso, seu cultivo é 100% natural.
Esse
nobre e delicioso amigo nada mais é do que o
fruto de alguns fungos. Os cogumelos pertencem
ao reino de seres vivos denominados funghi
(fungos), que agrupa cerca de 200 mil espécies
de organismos muito diversificados, que
possuem tanto de vegetais como de animais. No
que fiz respeito ao metabolismo, eles se
assemelham aos animais, e em relação á
reprodução aos vegetais. Em linhas gerais,
os fungos se reproduzem por meio de esporos e
são constituídos por uma série de células
filamentosas, denominados hifas, que em seu
conjunto formam o micélio (corpo de fungo).
Também não conseguem absorver o carbono
atmosférico nem realizar a fotossíntese como
as demais plantas verdes, pois são
desprovidos de clorofila. Para se alimentarem,
dependem de matéria orgânica já pronta na
natureza, que é absorvida pelas hifas.
“Muitas espécies de fungos vivem em estado
de simbiose com as árvores, extraindo açúcar
das raízes da árvore e fornecendo minerais
em troca”, explica Elizabeth Torres.
Nesse
sentido, a grande importância dos fungos na
natureza é seu papel de decompositor. Eles
crescem sobre a matéria orgânica morta, como
restos de vegetais e animais, assimilando-a e
transformando-a em substâncias mais simples,
que serão absorvidas por outros vegetais
aquele cheirinho que sentimos, quando a terra
é molhada ou arada, é devido a presença de
fungos no solo.
REPRODUÇÃO
Algumas
espécies de fungos se utilizam de estruturas
chamadas “cogumelos” para se reproduzir.
É no interior dessas estruturas que
encontramos os spawns (“semente” ou micélio)
dos fungos. Portanto, o cogumelo pode ser
considerado “a fruta do pé do fungo”. Os
comestíveis se encaixam nessa categoria.
Esses fungos pertencem à classe
Basidiomycetes (basidiomicetos), pois possuem
a formação de hifas especiais denominadas
basídias. A maior parte das espécies comestíveis
enquadram-se na ordem Agaricales, na qual
encontram-se duas das principais famílias:
Boletaceae (com as espécies Boletus edulis e
Boletus luteusi) e a família Agaricaceae (com
as espécies Agaricus bisphorus champignon e
Lentinula edodes- Shiitake). Eles podem se
reproduzir tanto sexuada ou assexuadamente. Na
reprodução sexuada, duas hifas do mesmo micélio
ou de micélios diferentes se juntam, formando
um novo micélio. A reprodução assexuada
ocorre pela fragmentação do micélio, sendo
que cada fragmento se transforma em um
organismo vivo e independente.
Quando
esse fragmento encontra um substrato adequado
e condições favoráveis de umidade,
temperatura e iluminação, ele se multiplica.
“A produção de cogumelos está diretamente
ligada a parte reprodutiva do fungo e, como
todo evento reprodutivo, está intimamente
ligado às condições ambientais”, explica
Carlos Abe. Condições essas que podem ser
reproduzidas em laboratórios onde se fará a
multiplicação dos esporos ou do tecido para
se obter a matriz para o cultivo de uma
determinada espécie de cogumelo.
TIPOS
DE COGUMELOS
Não
se sabe ao certo quantas espécies de
cogumelos existem. Estima-se que há cerca de
3.500 tipos, incluindo os venenosos, os alucinógenos,
os ornamentais, os comestíveis e os
medicinais. Os venenosos estão em maioria,
ocorrendo principalmente nas regiões do México.
No Brasil, eles são mais raros. Um dos mais
conhecidos é o Amanita muscarina, chamado de
mata-moscas, usado para se extrair a muscarina
e o LSD, substâncias que agem no sistema
nervoso central e causam alucinações. Esse
famoso cogumelo dos desenhos infantis, com
chapéu vermelho e escamas brancas não havia
sido encontrado no Brasil até 1984, quando
passou a ser coletado no Estado do Paraná.
Em
menor número, estão os medicinais, que são
muito usados pela ação antibiótica. A
penicilina por exemplo, foi a primeira substância
medicinal produzida a partir de um fungo, o
Penicillium chrysogenum. Recentemente,
pesquisas científicas comprovaram a eficiência
dos cogumelos medicinais no combate ao
colesterol e ao câncer. No Brasil, o mais
conhecido é o Agaricus Blazei. Os comestíveis
também possuem propriedades terapêuticas. O
Shiitake, por exemplo, controla a pressão
arterial, reduz o nível de colesterol e inibe
o desenvolvimento de tumores, vírus e bactérias.
A literatura especializada, cita
aproximadamente 2 mil espécies potencialmente
comestíveis, porém, apenas 25 delas são
normalmente utilizadas na alimentação humana
e um número ainda menor tem sido
comercialmente cultivado.
COMO
CULTIVÁ-LOS
Embora
cada tipo de cogumelo exija cuidados especiais
de cultivo, existem alguns aspectos que devem
ser observados para se obter uma excelente
safra. A temperatura ambiental, no início do
ciclo, deve ficar entre 20ºC a 24ºC e, no
estágio máximo de desenvolvimento, 15ºC.
Durante o crescimento, se a temperatura
estiver muito alta, haverá a maturação
precoce ou a morte do cogumelo. Se muito
baixa, retardará
o seu desenvolvimento. É necessário
também uma boa ventilação, pois os fungos
desprendem gases que, em alta concentração,
podem ser prejudiciais a seu crescimento.
Entretanto,
não deve haver excesso de ventilação , para
não ocasionar perda excessiva de umidade no
ambiente. A umidade relativa do ar deve estar
entre 70 a 80%. Níveis superiores provocam o
aparecimento de fungos competidores, capazes
de acabar com toda a produção. Quanto à
iluminação vale lembrar que a maioria dos
cogumelos pode se desenvolver sem a luz do
sol. Por isso, nas câmeras de cultivos basta
apenas ter uma instalação elétrica. Alguns
produtores, no entanto, preferem o cultivo a céu
aberto.
COGUMELOS
COMESTÍVEIS
Os
cogumelos comestíveis são altamente ricos em
proteínas, sais minerais, ferro, vitaminas B1
e B2, cálcio, fibras, entre outros
importantes componentes benéficos ao
organismo, os cogumelos comestíveis poderiam
ser a solução para a desnutrição nos países
pobres.
O
consumo de cogumelos comestíveis faz parte da
História de várias civilizações em todo o
mundo, pois tanto no oriente quanto na Europa,
estes fungos já eram utilizados como
alimentos de alto valor nutricional e terapêutico.
Prova disso são os vestígios encontrados em
regiões onde hoje se localizam a Alemanha, a
Suíça e a Áustria
e também no Egito. Lá, eles eram
reservados, exclusivamente, à mesa dos faraós,
como símbolo de Poder.
Os primeiros cultivos que se tem notícia
datam do século VI, quando os ‘Orelha de
pau” ou ‘Orelha de madeira’ (Auricula
aurícula spp) já eram cultivados no Oriente.
Cerca de dois ou três séculos depois, também
já exisitiam cultivos racionais de Enokitake
(Flamulina velutipes) e do Shiitake (Lentinula
edodes), respectivamente. Os orientais, além,
de saberem que estes cogumelos possuíam
qualidades que lhes garantiriam uma vida mais
saudável, também acreditavam que os fungos
eram afrodisíacos. Até hoje, eles são os
que mais consomem estes alimentos no mundo,
assim como o consumo também é grande entre
os franceses, suíços, italianos, russos,
canadenses e americanos.
Nutricionalmente
falando, os fungos comestíveis podem ser
considerados alimentos quase completos, já
que seus valores nutricionais são realmente
muito altos. Entre os vegetais, o cogumelo só
perde para a soja e quando comparado à carne
vermelha, seus índices de proteínas são
muito mais elevados. “Os cogumelos são
alimentos excelentes para dietas porque nutrem
e não engordam”, explica a nutricionista
Kazumi Wamamotto. “Duzentos gramas de
cogumelos secos são suficientes para
alimentar um ser humano normal de
aproximadamente 70 Kg, garantindo um balanço
nutricional adequado, ao qual seria necessário
apenas adicionar alguns gramas de ferro”.
“Considerando
todos os valores nutricionais do cogumelo
(para quase todas as espécies comestíveis,
estes valores nutricionais variam pouco), a
fungicultura poderia até ser mais incentivada
pelos governos de países em desenvolvimento,
pois seria uma forma de suprir quantidades de
proteínas que falta na alimentação da
população”, comenta o biólogo Luiz
Alberto Westin de Leone, apontando que em
alguns países
esta política já está sendo adotada.
COMPLEMENTO
ALIMENTAR
Os
países orientais, principalmente no Japão, a
população sabe que, para ter uma vida mais
longa e mais saudável, a alimentação deve
ser levada em conta sempre em primeiro lugar.
Assim como a dieta baseada em carne branca, de
peixes como salmão, os japoneses incluem
cogumelos e produtos derivados de cogumelos no
seu dia-a-dia, e não somente quando estão
debilitados. “Aqui no Brasil, muitas vezes
as pessoas ouvem falar dos benefícios dos
cogumelos no organismo e então, decidem começar
a comer cogumelos e tomar chá de Agaricus
blazei, mas às vezes, a situação já está
tão crítica que nenhuma melhora
acontece e então, acham que o produto não
funciona. No Japão, eles consomem os
cogumelos diariamente e tomam chá como um
complemento alimentar, não como um remédio,
desde crianças” conta o biólogo.
VALORES
NUTRICIONAIS DOS COGUMELOS COMESTÍVEIS
|
|
Gordura
|
Carboidrato
|
Fibras
|
Proteínas
|
|
Shiitake
|
01
%
|
80
%
|
15
%
|
13
%
|
|
Shimeji
|
06
%
|
52
%
|
18
%
|
36
%
|
|
Champignon
|
4%
|
53
%
|
07
%
|
28
%
|
|
Hiratake
(média %: base seca)
|
07
%
|
68
%
|
19
%
|
36
%
|
|
Fonte:
www.cogumelosdesidratados.hpg.com.br
|
A
tabela abaixo compara as competições
nutricionais dos cogumelos com outros
alimentos. As quantidades são calculadas para
100 g do produto.
|
|
Cal.
|
Proteínas
(g)
|
Lipídios (g)
|
Glicídios
(g)
|
Fósforo
(mg)
|
Cálcio
(g)
|
Ferro
(mg)
|
|
Cogum.
|
43
|
4
|
0,3
|
6
|
130
|
25
|
1
|
|
Carne
magra
|
170
|
20
|
10
|
-
|
200
|
10
|
3
|
|
Peixe
Magro
|
77
|
17
|
1
|
-
|
250
|
60
|
1
|
|
Leite
de vaca
|
70
|
3,5
|
4
|
5
|
90
|
120
|
0,1
|
|
Queijo
|
400
|
28
|
30
|
4
|
500
|
700
|
0,5
|
|
Alface
|
30
|
1,3
|
0,2
|
2,9
|
34
|
43
|
1,3
|
|
Batata
|
75
|
1,8
|
0,1
|
17,9
|
40
|
6
|
0,8
|
| Fonte:
L’alimentatios humaine, P/U.F, 1967 e
Revista Saúde – Dezembro 95/Manual de
Cultivo Comercial de Cogumelos Shiitakes,
Luiz Amaro Paschoa da Silva
|
INFORMAÇÕES ADICIONAIS - cada 100g de Shiitake contém:
CALORIAS................................................
55
NIACINA.................................................... 1,5 mg
VITAMINA B6............................................0,16 mg
FOLACINA...............................................
20 mcg
ÁCIDO PANTOTÊNICO............................... 3,5 mg
VITAMINA C................................................0,3 mg
COBRE...................................................... 0,9 mg
MAGNESIO................................................. 14 mg
FÓSFORO....................................................29 mg
POTASIO.................................................. 2,18 mg
ZINCO
.........................................................5,5 mg
SODIO
.........................................................30 mg