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Algodão |
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Gossypium hirsutum L.
O algodoeiro, da família Malvaceae,
cultivado na região meridional do Brasil
(Estados de São Paulo, Paraná, Minas
Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e
partes de Mato Grosso e Bahia), é de
ciclo anual, arbustivo, atingindo, em
condições normais de cultivo, 100-160cm
de altura. Excluídas as áreas litorâneas
e os solos rasos e os de acentuada
acidez, assim como as glebas sujeitas a
encharcamento ou com excessivo declive,
pode ser cultivado em praticamente todos
os solos encontrados nessa região. Seu
produto principal é a fibra, para uso
têxtil, embora numerosas outras
aplicações tenham seus subprodutos, em
especial o óleo e a torta provenientes
das sementes.
CULTIVARES: IAC 19 (para áreas em
ramulose) e IAC 20, as quais produzem
algodão da classe de 30-32mm de
comprimento de fibra.
ÉPOCA DE PLANTIO: no Estado de São
Paulo, de 20 de setembro a 20 de
outubro.
ESPAÇAMENTO: a distância recomendada
entre linhas é de 2/3 da altura média
que as plantas costumam atingir, na
gleba considerada. Comumente, varia
entre 70 e 110cm, porém deve ser fixada
entre 95 e 105cm quando se realiza
colheita mecânica, pelas dimensões da
máquina. Em terrenos onde as plantas
costumam ultrapassar 100cm de altura no
início do florescimento aplicar
regulador de crescimento.
DENSIDADE: normalmente, utiliza-se
excesso de sementes, para, após o
desbaste, deixar, em média, 7-10 plantas
por metro linear. Entretanto, esse
número pode variar de 5 a 15, conforme a
fertilidade do solo e a necessidade de
compensar, pela densidade, espaçamento
mais largo que o recomendável, em razão
da colheita mecânica.
SEMENTES NESCESSÁRIAS: 35-50kg/ha
(sementes com línter), conforme seu
índice de germinação, o espaçamento
adotado e o tipo de solo. No caso de
sementes "peladas" (deslintadas a ácido
ou gás ácido), 25 a 40kg/ha. Em terrenos
sujeitos a assoreamento ou formação de
crostas duras no sulco, após chuva, usar
quantidade mais perto dos valores
máximos indicados.
TÉCNICA DE PLANTIO: sulco raso ( 5-10cm
de profundidade) e pouca terra sobre as
sementes (2-3cm). Adubos colocados
abaixo e ao lado delas. Por se tratar de
cultura que favorece a erosão do solo,
efetuar plantio em nível e medidas
conservacionistas nas glebas em declive.
CALAGEM E ADUBAÇÃO: para adequada
recomendação de calagem e adubação
mineral, há necessidade de análise do
solo. Aplicar calcário para elevar o
índice de saturação em bases a 60-70%.
Segundo o tipo de solo, proceder da
seguinte maneira:
1. Solos costumeiramente cultivados e
adubados:
Adubação no plantio
N P2 O5 K 2O
Kg/ha kg/ha kg/ha
a) terras
roxas......................................................10
60 60
b) arenosas e
outras............................................10
60 40
ç) Terras roxas calcariadas..................................10
60 80
d) Arenosas e outras, calcariadas.......................
10 60 60
Utilizar adubo contendo enxofre (30kg/ha
de S) no plantio ou em cobertura. Em
solos de cerrado e de campo corrigidos,
adicionar B: 0,75-1,0kg/ha, no plantio,
ou 1,0-1,5kg/ha, em cobertura ou, ainda,
em 4-5 pulverizações foliares serrenais
(0,15-0,20kg/ha vez de ), a partir de
40-50 dias de idade das plantas.
Em cobertura: 40-60kg/há de N, em função
do desenvolvimento das plantas; nos
solos mais arenosos, parcelar a
aplicação, colocando parte no desbaste e
o restante no início do florescimento.
Aplicar o adubo na superfície do solo,
em faixas estreitas a cerca de 10-20cm
das plantas.
2. Solos que necessitam calagem e pouco
adubados:
Adubação no plantio: aumentar a adubação
fosfatada indicada anteriormente para
80-100kg/há de P2O5. Após sucessivas
calagens, aumentar a adubação potássica
nas terras avermelhadas (1c e 1d) para
80-100kg/ha de K2O. Utilizar adubos
contendo enxofre (30kg/ha de S) e, nos
solos mais arenosos de cerrado e campo,
boro conforme instruções anteriores.
Em cobertura: 30-50kg/há de N,
parecelado em solos mais arenosos. Nos
pobres em potássio, colocar parte da
dose total de K2O (1/3) na primeira
cobertura, antes da operação de chegar
terras às plantinhas. Para glebas em
pousio (pastagens, copeiras, cafezais
erradicados). Quer necessitem, quer não,
de calagem, a adubação nitrogenada em
cobertura deve ser de 15-20kg/ha.
Outros tratos culturais: desbaste(20-30
dias após a germinação), cultivos
mecânicos e manuais, ou com herbicidas
para manter a cultura no limpo até a
colheita; usar herbicida em pré plantio
incorporando ( trifluralin ) e pós
emergência aos 60-70 dias em jato
dirigido na entrelinha (diurom).
Controle de pragas e moléstias: medidas
profiláticas: arrancamento dos restos da
cultura, plantio na época recomendada e
em prazo reduzido, uso de variedade
adequada, rotação de cultura; controle
químico: normalmente 4-7 aplicações de
produtos, sistêmicos ( nas sementes, no
solo ou pulverizados), de contato e
ingestão, na fase inicial, e de contato,
ingestão e biológico ( feromônios e
outros) nas fases posteriores da
cultura, de acordo com as pragas- chave
da região e sua ocorrência, e seguindo
as recomendações dos órgãos da
Secretaria de Agricultura e
Abastecimento. Ocorrendo bicudo, o
número de pulverizações necessárias no
ciclo pode chegar a 10-12. Contra
doenças e nematóides, empregar
cultivares resistentes ou tolerantes. Em
quantidades menores de sementes
empregadas no plantio, tratá-las com
fungicidas para o controle do
tombamento.
Colheita: março- meados de maio, em duas
ou três passadas (manual) ou quando 80%
das maçãs estiverem abertas (mecânicas).
Colher algodão seco e o mais limpo
possível. Em caso de uso de desfolhante,
estes não deve ser aplicado antes de 60%
dos frutos abertos.
Produtividade: dependendo do solo e do
nível tecnológico adotado, varia de
1.550 a 2.800kg/ha de algodão em caroço.
Rotação: adultos verdes: mucuna- preta,
crotalária, guandu; culturas; mamona,
amendoim, milho, soja, milho e mucuna
consorciados, uma dessas culturas
plantada com material precoce associada
com mucuna ou pastagem.
Eng.º- Agr.ºs IMRE LAJOS GRIDI- PAPP
MILTON GERALDO FUZATTO
NELSON MACHADO DA SILVA
EDIVALDO CIA
LUIZ HENRIQUE CARVALHO
EDERALDO JOSÉ CHIAVEGATO
E POPILIO ANGELO CAVALERI
Seção de algodão |
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